13 de abr de 2011

Eu preciso de...

Hoje, em sala, apresentei aos meus alunos uma proposta de redação com o tema "Eu preciso de...". Ouvi deles o que cada um desejava. Alguns, imediatistas, queriam coisas e realizações para aquela manhã. O depois foi desconsiderado. Outros falaram sobre a necessidade de paz, amor, dinheiro...

Terminadas as aulas matutinas, foi a minha vez de perguntar para o meu ser: "eu preciso de quê?". Há respostas óbvias para a pergunta: falar sobre Deus, paz, saúde, a meu ver, é redundância, apesar da carga expletiva que atribui a essa condição humana que temos. No entanto, não é ainda o que preciso para responder sobre qual necessidade o AGORA, com profundas possíveis extensões para o DEPOIS, cobra-me.

...

Deixarei passar os dias, os ventos e as temperaturas da alma e do corpo que os últimos meses têm trazido. Esperarei. Responder rapidamente pode ser um grande engano do meu coração, hoje tão cheio de marcas que eu, muito transparentemente, desejo aprender deixar para trás.

Saber o que preciso talvez seja maturidade demais. Dar nomes aos anseios, matematicar os sonhos, calcular os riscos e transformar em lista de supermercado existencial essa busca por respostas.
Será que, sinceramente, alguém consegue fazer isso?

Um comentário:

  1. Dani, não sei se consigo, mas com o tempo, tenho aprendido que precisamos mesmo, cada vez mais de poucas coisas para sermos felizes.
    Às vezes, preciso de um sorriso, outras um fogãozinho à lenha para aquecer o coração e uma boa comida.Preciso de mãos dadas.De cafuné de criança, de olho no olho, de bom dia sincero.Noite de luar, um "causo" pra ouvir...Uma fruta colhida numa árvore que você plantou...Poderia ficar a noite inteira enumerando.O básico? O essencial mesmo?Seu coração sabe, o meu também.Mas a busca, infinita, tenho certeza: continua.

    Abraço carinhoso.

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