28 de mai de 2010

INDISCIPLINA BIOGRÁFICA

Eu busco um jeito bem parecido com o que preciso para escapar da indisciplina do que sou.

Essa indisciplina gostosa de ser, de amar como amo, sem muitos medos, só rascunhos de inseguranças.

Trago os olhos cheios de nostalgia e vontade de encher o universo de uma vida muita minha.

Ando enfeitando meus dias de saberes ainda muito vãos para o que quero:
ser presa de mim, porém serva de quem tem todo poder.

Apaixonada pelo mar que ainda não vi, amante de olhos cor de piscina ou escuridão, dançarina das horas no recôndito do meu quarto...

Só mesmo o querer me alimentando. Querer querendo, desejar desejando conhecer.
Baixa estatura, corpo mignon: disfarce, eles não sabem e nem percebem que debaixo dessa pele há uma cria de leão com alma de gigante.

Coração de menina, sonho de construir casa, de bater na cara do passado escasso, de voar mais alto porque condição e herança de águia tenho.

No fundo, não me dou se não me jurarem que não mais me deixarão. E ainda se me jurarem, não crerei. 

Até que a vida me prove o contrário, só conheço a  primeira chance, a segunda pertence ao tempo de algum dia... talvez o dia de sempre. 

Quero esquecer como se  forma a nuvem escura...!
Viver agora é pra ver o sol brilhar!

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