4 de abr de 2010

Tradução pictórica, Daniele Ribeiro




















Ainda não sei exatamente como,
mas me reconheço nas sapatilhas, 
sinto a presença dos meus cachos do outro lado, 
dos olhos pequenos sonhando preguiças, 
do sorriso largo e tradutor de minh'alma. 
Coisa estranha! Nem retratos nem aromas, 
somente lembranças de mim...

"-É melhor ter calma. Não é nada disso!"

Coisa pros céticos.
Inofensivo lirismo perseguindo-me pelas manhãs, 
tirando meu sono nas noites, arrastado-me pela sala, 
cochichando ao ouvido palavras de meu ser, 
desejos remendados, laços do querer.

2 comentários:

  1. Professora,

    depois de um sumiço necessário, volto ao teu alpendre palávrico. Gosto sempre de releios...

    Carinho, e continuemos...

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  2. Bela poesia Dani.
    Sempre quis conhecer um poeta, nunca imaginei conhecer uma poetisa.
    Gostaria de um dia sentar contigo e perguntar o
    que significa tudo o que se diz em cada poema.
    Sei que para o autor é tudo lúcido, mas para mim como leitor é tudo enigmático.
    Seria um pouco do diálogo que eu espero ter com Deus, quando não estiver mais aqui.
    Quero perguntar tudo, na esperança de encontrar a razão do existir...

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