21 de ago de 2009

Só mesmo o mestre Guimarães Rosa!

Escrevendo descubro sempre um novo pedaço de infinito [...] Em outras palavras, gostaria de ser crocodilo vivendo no rio São Francisco [...] Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem.

20 de ago de 2009

"Isto é mudança de idioma?”



Texto interessante e divertido sobre as mudanças na nossa língua. Vale a pena ler!

Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e pergunto
- Luminária? Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur.
- Não, abajur mesmo, eu disse.
- De teto?
Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu estava muito velho ou ela estava muito nova. No meu tempo - e isso faz pouco tempo - o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala. E lá em cima era lustre.
- Lustre?
Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária. Pra mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem e passe (no futebol) chamar-se - agora - assistência.
Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas? Mudar o nome das coisas? Por que eles não mudam o próprio nome?
A mocinha-da-luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire. Desconfio até que já tivesse mudado de nome. Pra que mudar o nome das coisas?

Grafologia: a letra pode revelar traços da personalidade


Letras revelam traços da: sexualidade, fidelidade, infidelidade, capacidade intelectual, caráter, estados emocionais, temperamento e até mesmo se a pessoa tem tendências suicidas ou para o vício de álcool e drogas.



Moderno, com 400 anos


A temática da efemeridade do tempo e das mudanças das vontades humanas está presente neste poema de Camões. Abaixo, deixo o link pra que vejam o vídeo da canção "Como uma onda no mar", do Lulu Santos, a qual dialoga com a ideia de que a vida é passageira e que as situações mudam o tempo todo, como o movimento das ondas. Como diz Camões, é esta mudança que faz brilhar em nós "sempre novas qualidades". Desfrutem!
MUDAM-SE OS TEMPOS...

Luís Vaz de Camões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.





19 de ago de 2009

Para a galerinha da 8ª série II: A MISSÃO


Pessoal,


É importante que vocês não se esqueçam pontos importantes salientados em sala de aula sobre o livro "Ciumento de carteirinha", como por exemplo: à semelhança da obra de Machado de Assis, Dom Casmurro, a história gira em torno de um possível triângulo amoroso: Queco ama Júlia, mas desconfia que esta o trai com seu melhor amigo Vitório. Os três, juntamente com Nanda, formam o quarteto que irá representar a escola no concurso que revisita a obra de Machado e procura dar o prêmio em dinheiro para aquele que melhor argumentar sobre a clássica dúvida:"Capitu traiu ou não Bentinho?".


Mas não é só isso!




18 de ago de 2009

DRUMOND Vale a pena ler!


DEFINITIVO, COMO TUDO O QUE É SIMPLES

Carlos Drumond de Andrade


Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão boa, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.Por todos os beijos cancelados, pela

Hora de revisão para o 1º Ano!

Arcadismo ou Neoclassicismo (anos 1700 )

Contexto Histórico:

Século XVIII - Século das Luzes (Iluminismo)
Progressivo descrédito das monarquias absolutas;
decadência da aristocracia feudal;
crescimento do poder da burguesia;
Revolução Industrial inglesa;
Revolução Francesa.

Pensamento da época

Oficina de Comunicação Gabarito "Variações Linguistícas"



A- Não. Aristarco emprega uma linguagem formal (“biltre”, pusilânime); Praxedes fala de maneira mais coloquial, às vezes com gírias (“quadradão, panaca); o boy fala de maneira extremamente coloquial (emprega gírias, simplifica a pronúncia, não estabelece concordância)

B- Ele quis dizer que conseguiu entender o que eles falavam.

C- Na minha opinião, estes senhores estão fora de si. Começaram a falar difícil, irritaram-se e aquele ali, ofendeu a mãe do outro. Levou um tapa, ficou furioso e reagiu com um soco. Então, rolaram pelo chão e se esmurraram até desmaiar.

4 – Letra D

Exercícios de Aplicação

1- O humor se realiza por meio da alteração repentina do nível de linguagem: no início eles se tratavam com excessiva polidez, depois usaram uma linguagem agressiva e vulgar.
2- a- Os nossos salários, com relação ao que nós fazemos e ao lucro que os outros têm, são insignificantes. Por que acontece isso? Eu tenho que trabalhar trezentos e sessenta e cinco dias por ano, mas o outro não trabalha nem cem dias e ganha muito mais. Porque eu sou a máquina que possibilita descanso a ele.
b- Ele analisa o problema da exploração a que é submetido em seu trabalho. Sua opinião revela indignação; ele não aceita passivamente essa injustiça.

3- a- 1975
b- através da data de publicação da Revista e também através das outras datas: pouco provável que se usassem os termos “saca”, “descolar” nestes períodos.
c- O anúncio é destinado a jovens de classe média.

12 de ago de 2009

Para a galerinha da 8ª série...

Pessoal, em sala se aula estamos lendo o livro "Ciumento de carteirinha", de Moacyr Scliar. Como já disse a vocês, a obra é uma releitura do clássico "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Comentamos em sala que o Machado de Assis é o um dos maiores escritores da nossa Literatura. Abaixo deixo a retomada do enredo, afim de refrescar os desmemoriados de plantão, mas ler o livro continua sendo imprescindível! Beijinhos para todos e todas!
O enredo de Ciumento de carteirinha começa com um acidente que coloca em ruínas a escola onde os personagens estudam, a José Fernandes da Silva. "É uma história que tem basicamente quatro personagens, como o próprio livro do Machado, só que agora se trata de estudantes. Mais: um deles, o Queco, também se vê, como Bentinho, às voltas com o ciúme", explica Moacyr Scliar na seção "Bastidores da criação", contida

"Vista cansada" Otto Lara Resende


Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

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